CHEGAR = Para Douglas Pessanha (grande compositor)
Como te prometi, aí vai a resposta sobre o que acho aonde você quer chegar. Parece que você, ou melhor, eu, tu ele, nós, vós eles, estamos na iminência de uma escolha única entre a cruz e a espada; que pode ser, também, uma escolha entre a cruz e/ou a espada (sem esquecer) que aquilo em que os cristãos acreditam é que a cruz é um dos ícones da Espada como a Palavra de DEUS. A qual diz lá em um dos seus versículos que “conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. Então a Palavra da Verdade é a única espada que pode nos libertar. Aí algum questionador poderá perguntar: “Mas... o que é a verdade?” – Na palavra de Deus está escrito que Jesus Cristo afirmou ser “O Caminho, a Verdade e a Vida”.
Pôncio Pilatos questionou: “O que é a verdade?”. Ele respondeu que Ele era a verdade, e, alem disso, o Caminho e a Vida.
Mas ninguém levou à mesa da discussão o que seria a “liberdade”. E, como você mesmo diz, “para o povo, a liberdade seria a fuga da cruz materializado no medo da morte pela espada/guilhotina ou ter que entender que a Palavra pode ser uma Espada que mata para levar quem morre à verdadeira vida (coisa que já foi apelidada pelos comunistas e sua “religião de estado” como “ópio do Povo”). E até Napoleão, referindo-se à palavra, comentou que Ela é mais forte que os canhões.
Voltando ao primeiro parágrafo de sua “mensagem” é preciso contextualizar na história e na política os “anos de chumbo” de Israel sob o domínio da espada de Roma. Israel era uma TEOCRACIA e Roma uma espécie de “repúblic/monárquic-plutocracia” onde a moeda política era o pão e circo para o povo e o escudo contra reações contrárias aos privilégios da classe dominante, a espada. Israel era uma Teocracia onde, em lugar de César, imperava o chefe da sinagoga. A frança, 1789 anos depois de Cristo era uma monarquia. Parece que não tem nada a ver, mas tem, porque entre 1964 e 1985 o chefe da sinagoga ou César de nossa Roma ou rei, aqui no Brasil, era, a cada mandato, um general. Um legítimo representante da espada. E olha que eles deram pão e circo à vontade. Futebol, filme pornô, filmes de violência prosperaram muito nessa época. No ministério do circo, prosperaram comediantes de TV, cantores, entre outros autores e atores que estavam participando de uma novela política na qual não se podia dizer o que se pensava, e sim o que estava escrito no script dos césares daqueles dias. Na Itália (ex-império romano) de nossos dias “o governo Berlusconi - o mais à direita desde 1945 e o mais à direita de toda a Europa - decidiu aumentar a ofensiva contra imigrantes, ciganos, pobres e tudo o que tenha tonalidades vermelhas." http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,conheca-os-argumentos-pro-e-contra-a-extradicao-de-battisti,320869,0.htm
No caso brasileiro isso está quase extinto, e compositores proféticos como Chico Buarque profetizaram que “Amanhã, vai ser outro dia. Hoje você é quem manda, falou, tá falado, não tem discussão, não. A minha gente hoje anda falando de lado e olhando pro chão...’’ E a profecia se cumpriu. A ditadura caiu e hoje é esse amanhã que Chico Cantava. Ou não é? A liberdade está aí. Mas... liberdade é o que mesmo?
Bem, para mim, nessa altura da vida, liberdade é: primeiro, a liberdade de crer (no meu caso em Cristo), e, depois, a liberdade que qualquer um de nós tem de, pelo menos politicamente, fazer uma escolha entre o bem e o mal e o certo e o errado.Qualquer um é livre para escolher entre, por exemplo: não beber ou escolher afogar-se numa piscina de champagne e, até, escolher beber com moderação e responsabilidade. Acho que estou certo. Somos livres para escolher, Inclusive mulher na presidência da república.
Se alguém quiser saber mais sobre o que é bem e mal e certo e errado, em política, comida, futebol, sexo, cultura e tudo mais na vida, que consulte os compêndios filosóficos, os gurus de suas religiões, seus representantes políticos... seja lá o que for, porque é livre para isso. Mas, antes dessas consultas, é bom consultar a própria consciência sobre o certo e o errado, o bem e o mal, porque também é bom levar em conta a possibilidade de que aquilo que chamamos de consciência pode ser um reflexo de Deus em nossas almas.
E, acima do bem e do mal, do certo e do errado, paira a espada da Justiça para que sejam eliminados todos os empecilhos existentes no caminho da felicidade humana. E para mim, felicidade humana tem nome próprio: O Reino dos Céus na Terra. Sou Cristão. Não sou igrejeiro, mas sou Cristão. Enfim, que venha a nós o Vosso Reino. Mas é bom levar em conta que para regar a árvore da liberdade, símbolo desse Reino, às vezes é preciso usar sangue. Se preciso. Acho que “é preciso regar a arvore da nossa liberdade com nosso próprio sangue, se preciso, suponho que tenha sido Roosevel quem tenha dito isso..”
Post Scriptum: Nesse reino, o Pais é a felicidade geral da nação.